Mortalidade

O SIM registra o óbito pela residência: quantos, de que idade, de que causa e em que município. Esta página publica esse registro e a temperatura do ar do mesmo período ao lado dele. As duas séries nunca se cruzam num número: nenhum valor aqui é um óbito atribuído ao calor, e nenhum coeficiente de temperatura foi convertido em contagem de mortes — a conta que faria essa conversão (o excesso de mortalidade acima de 30 °C) é resultado de pesquisa da equipe e fica na edição interna. O que a tela pública faz é descrever o registro e dizer o que ele é.

O que ele é: registro administrativo. Chega com defasagem de publicação, é subnotificado nas pontas do território, e a causa registrada é a causa básica — uma só por óbito —, não a causa múltipla. A temperatura, do outro lado, é reanálise (ERA5-Land, 9 km): estimativa declarada, não medição local. Nenhum dos dois lados é um instrumento de atribuição.

Taxa anual por 100 mil habitantes

De óbitos por 100 mil em a em . A taxa é o total do ano sobre a população residente do mesmo ano — os dois vêm do artefato, e o denominador é população de censo, não de registro.

O degrau de a é a pandemia de covid-19: e por 100 mil, contra em . O pico está no gráfico de propósito — retirar a pandemia esconderia do leitor a maior variação da série. E o resto do movimento (de ~ para ~ entre e ) não é calor: é envelhecimento e mudança de registro, e esta página não o decompõe.

Óbitos e temperatura, mês a mês

São dois gráficos, e não um com dois eixos: óbitos e graus vivem em escalas que não se comparam, e um eixo duplo faria os dois cruzarem onde não cruzam. Não há reta de tendência nem coeficiente de correlação aqui — a associação entre temperatura e mortalidade em nível municipal é objeto de pesquisa da equipe, e o ajuste fica na análise interna.

A série de mortalidade para em porque o dado para ali: o SIM chega ao artefato com zero de espera nos meses ainda não publicados — tem município-meses, todos em zero, contra óbitos em . Zero de espera não é mês sem morte: nenhum estado tem mês com zero óbito. A temperatura segue mais longe, e a janela do gráfico é a da mortalidade.

Município × ano

Os municípios de maior taxa média, ano a ano, nos anos mais recentes da janela (–) — a matriz precisa de uma coluna por ano e o rótulo do eixo tem de caber na coluna; os anos da janela inteira não cabem. A cor é a taxa por 100 mil do próprio ano e célula clara é ano de taxa baixa — foi em 2020 e 2021 que as colunas escureceram para todo mundo. O eixo vertical é o código IBGE do município, porque o nome por extenso saía cortado na borda do eixo; a tabela abaixo traduz cada código.

Faixa etária

A carga se concentra onde a demografia manda: % dos óbitos estão na faixa de . A distribuição é contagem, não taxa — o artefato não traz população por idade, e dividir por uma população que não existe inventaria o denominador.

A fração de óbitos na faixa de 60 anos ou mais vai de % em a % em . É composição do registro, não risco por idade — a página não tem denominador por idade para dizer quem morre mais.

Causas por capítulo CID-10

lidera ( óbitos), seguida de () e de (). O capítulo é o grupo de códigos CID-10 do próprio artefato: A+B formam um capítulo, V a Y outro, e o rótulo abaixo de cada barra são esses códigos — não uma abreviação digitada à mão.

Entre os capítulos com plausibilidade climática, o respiratório (J) tem óbitos e o circulatório (I) lidera a lista. O registro declara a causa básica, uma por óbito: quem morre de infarto durante uma onda de calor entra em I, e o calor não aparece em lugar nenhum da linha. Esta página mostra a composição; ela não afirma que o clima moveu nenhuma dessas barras.

O que esta página não faz

Procedência